O resultado das eleições de 2026 pode provocar mudanças que vão muito além da disputa pela Presidência da República.
Flávio cita avanço da direita no Congresso, fala em mudar Constituição e aumenta pressão sobre STF
Candidato afirma que nova composição do Legislativo abre caminho para mudanças constitucionais e intensifica críticas a ministros do Supremo durante disputa com Lula.
Flávio Bolsonaro afirmou nesta terça-feira (6) que o fortalecimento da direita no Congresso poderá permitir mudanças na Constituição a partir de 2027. Em plena disputa do segundo turno contra Lula, o candidato do PL também intensificou críticas ao STF e acusou ministros ligados ao atual presidente de tentarem interferir no processo eleitoral.
Nesta terça-feira (6), Flávio Bolsonaro voltou a destacar o crescimento da direita no Congresso Nacional e afirmou que a nova composição do Legislativo poderá abrir caminho para alterações na Constituição.
Segundo Flávio, o eleitor brasileiro elegeu um Congresso “muito mais à direita”

e, caso vença Lula no segundo turno, pretende utilizar essa nova correlação de forças para avançar em propostas que dependem do apoio de deputados e senadores.
STF entra novamente na campanha
As declarações acontecem no momento em que o Supremo Tribunal Federal se transforma em um dos principais assuntos da eleição presidencial.
Flávio também elevou o tom contra integrantes da Corte e acusou ministros que associa ao governo Lula de tentarem interferir na eleição.
A acusação faz parte do discurso político do candidato e, até o momento, não representa uma constatação judicial de interferência eleitoral por parte dos ministros citados.
Alexandre de Moraes tornou-se um dos principais alvos desse discurso.
Nos últimos dias, Flávio passou a associar diretamente Lula ao ministro, tentando convencer o eleitor de que uma eventual reeleição do petista representaria também a continuidade da atual configuração de poder no Supremo.
Mudar a Constituição não depende apenas do presidente
Mesmo que seja eleito, Flávio não poderia alterar a Constituição sozinho.
Uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) precisa ser aprovada em dois turnos na Câmara e no Senado.
São necessários pelo menos 308 votos entre os 513 deputados e 49 votos entre os 81 senadores em cada turno.
Por isso, a composição do Congresso mencionada por Flávio será decisiva caso seu governo tente realmente avançar com mudanças constitucionais.
Segundo turno ganha novo ingrediente
A estratégia também estabelece uma diferença clara entre as duas candidaturas.

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Enquanto Lula tenta se distanciar da crise de imagem enfrentada pelo Supremo, Flávio procura transformar a relação entre o atual governo e a Corte em um dos principais assuntos do segundo turno.
Com isso, a eleição deixa de ser apenas uma disputa entre Lula e Flávio.
O futuro do próprio STF começa a ocupar espaço central na campanha.

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