Após vencer na Argentina, Cruz-Maltino não segura a vantagem no Maracanã, perde por 3 a 1 e vê o sonho da final continental terminar diante de mais de 66 mil torcedores.
Vasco perde para o Boca Juniors por 3 a 1 e é eliminado da Sul-Americana
Após vencer na Argentina, Cruz-Maltino sofre virada no Maracanã, leva gol de Paredes no fim e dá adeus à competição continental.
Após vencer na Argentina, o Vasco foi derrotado pelo Boca Juniors por 3 a 1 no Maracanã e deu adeus à Copa Sul-Americana. Gol decisivo de Paredes nos minutos finais eliminou o Cruz-Maltino.
O que parecia uma noite de festa para a torcida vascaína terminou em frustração. O Vasco da Gama foi eliminado da Copa Sul-Americana nesta terça-feira (20), após perder por 3 a 1 para o Boca Juniors no Maracanã. Como havia vencido o primeiro confronto por 1 a 0, na Argentina, o clube carioca precisava de apenas um empate para garantir a classificação, mas acabou derrotado no momento decisivo.
A derrota diante de mais de 66 mil torcedores aumentou o peso da eliminação. O time brasileiro teve dificuldades desde o início, chegou a recuperar a esperança no segundo tempo, mas sofreu o gol decisivo nos minutos finais, quando a partida parecia caminhar para uma disputa por pênaltis.
Dois gols do Boca complicam a missão vascaína
O Boca Juniors começou a partida pressionando e abriu o placar logo aos quatro minutos do primeiro tempo. Após cobrança de escanteio, Di Lollo subiu mais alto que a defesa do Vasco e marcou de cabeça.
O cenário ficou ainda mais complicado aos 34 minutos. Depois de um erro de Saldivia na saída de bola, Villa encontrou Merentiel em profundidade. O atacante aproveitou a oportunidade e ampliou para os argentinos, revertendo a vantagem construída pelo Vasco no jogo de ida.
Com dois gols sofridos antes do intervalo, o Cruz-Maltino passou a precisar de uma reação para evitar a eliminação. A equipe demonstrou mais iniciativa na segunda etapa, mas ainda precisava superar os próprios erros e a organização defensiva do adversário.
Puma Rodríguez reacende a esperança, mas Paredes decide
A reação vascaína veio aos 21 minutos do segundo tempo. Após cruzamento de Cuiabano e afastamento incompleto da defesa argentina, Puma Rodríguez aproveitou a sobra e finalizou de primeira, diminuindo o placar para 2 a 1.
O gol recolocou o Vasco na disputa pela classificação e fez a torcida acreditar em uma recuperação. Com o resultado agregado empatado em 2 a 2, a decisão caminhava para os pênaltis.
Entretanto, aos 43 minutos da etapa final, Leandro Paredes arriscou um chute de longa distância. A bola passou pelo goleiro Léo Jardim, que falhou na tentativa de defesa, e morreu no fundo da rede. O gol decretou a vitória do Boca por 3 a 1 e a classificação argentina pelo placar agregado de 3 a 2.
Léo Jardim vira alvo de questionamentos
A falha no gol decisivo colocou Léo Jardim no centro das críticas após a partida. O goleiro, que vinha sendo importante para o Vasco em outras ocasiões, não conseguiu evitar o chute de Paredes e acabou protagonizando um dos momentos mais dolorosos da eliminação.
A derrota, porém, não pode ser explicada apenas pelo lance final. Os erros defensivos no primeiro tempo, especialmente nos gols de Di Lollo e Merentiel, obrigaram o Vasco a correr atrás do resultado durante boa parte do confronto.
A equipe teve a oportunidade de construir uma vantagem maior no confronto de ida, mas não conseguiu transformar o resultado conquistado na Bombonera em classificação no Maracanã.
O que resta ao Vasco na temporada?
Com a eliminação continental, o Vasco precisa reorganizar suas prioridades para a reta final de 2026. O clube ainda disputa o Campeonato Brasileiro e a Copa do Brasil, mas o momento exige atenção redobrada.
No Brasileirão, a equipe ocupa a 15ª posição, com 35 pontos, e segue ameaçada pela zona de rebaixamento. O próximo compromisso será contra o Corinthians, no sábado (24), em São Januário, em confronto importante para a luta pela permanência na Série A.
Além disso, o Cruz-Maltino ainda tem pela frente a semifinal da Copa do Brasil contra o Palmeiras, com partidas previstas para os dias 1º e 8 de novembro. A competição passa a representar uma oportunidade de recuperação esportiva em meio à frustração continental.
Opinião do Editor
A eliminação do Vasco deixa uma lição clara: em confrontos decisivos, não basta construir uma vantagem fora de casa; é preciso saber administrá-la diante da própria torcida.
O Cruz-Maltino chegou ao Maracanã com a classificação nas mãos e uma oportunidade concreta de voltar a disputar uma final continental. Entretanto, entrou em campo sem a concentração necessária, sofreu dois gols no primeiro tempo e precisou correr atrás de um resultado que poderia ter sido administrado de outra maneira.
A falha de Léo Jardim no gol de Paredes foi determinante, mas responsabilizar apenas o goleiro seria ignorar os problemas coletivos que permitiram ao Boca assumir o controle do confronto. Uma equipe que pretende brigar por títulos precisa demonstrar segurança defensiva, concentração e capacidade de suportar a pressão.
Agora, o Vasco não pode permitir que a frustração da Sul-Americana comprometa o restante da temporada. A prioridade imediata é afastar o risco de rebaixamento no Campeonato Brasileiro, enquanto a Copa do Brasil oferece uma nova oportunidade de buscar um resultado expressivo.
A torcida fez sua parte, lotou o Maracanã e acreditou na classificação. Caberá aos jogadores e à comissão técnica transformar essa decepção em reação dentro de campo.

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