Política

Novo Senado amplia pressão sobre STF e impeachment de ministros ganha força

Levantamentos apontam crescimento do número de senadores favoráveis à abertura de processos contra integrantes do Supremo a partir de 2027.

sidney souza1 min de leitura2 dias
Novo Senado amplia pressão sobre STF e impeachment de ministros ganha força

A eleição de 2026 mudou a composição do Senado e fortaleceu parlamentares que defendem processos de impeachment contra ministros do STF. Levantamentos divulgados depois do primeiro turno mostram que a pauta terá apoio expressivo na próxima legislatura.

A nova composição do Senado Federal promete alterar a relação de forças entre o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal a partir de 2027.

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Levantamento publicado pela Revista Oeste nesta segunda-feira, 5, apontou que 27 dos 54 senadores eleitos no primeiro turno declararam apoio à possibilidade de impeachment de ministros do STF.

Outras análises realizadas depois da eleição indicam um cenário ainda mais amplo quando são considerados também os senadores que não disputaram a eleição neste ano e permanecem com mandato.

Estudo do Ranking dos Políticos, repercutido por veículos como CNN Brasil e Poder360, contabiliza 54 dos 81 integrantes do futuro Senado que já se manifestaram favoravelmente ao instrumento do impeachment de ministros do Supremo.

Entre os 54 senadores eleitos ou reeleitos em 2026, esse levantamento identificou 37 favoráveis à abertura de processos. Entre os nomes citados estão Domingos Sávio, Reinaldo Azambuja, Marcel van Hattem, Guilherme Derrite e Alessandro Vieira.

O resultado eleitoral também ampliou a presença de partidos e parlamentares identificados com a direita no Senado. Segundo levantamento do Poder360, 49 das 81 cadeiras da próxima composição serão ocupadas por senadores classificados pelo veículo como alinhados à direita.

O número, porém, não significa que exista automaticamente maioria para afastar um ministro específico. Declarar apoio ao mecanismo de impeachment é diferente de votar pela abertura ou pela condenação em um processo concreto, que depende das circunstâncias e acusações de cada caso.

A Constituição atribui ao Senado a competência para processar e julgar ministros do Supremo em crimes de responsabilidade. Por isso, além da quantidade de parlamentares favoráveis à pauta, o comando da Casa e a decisão de dar andamento aos pedidos continuarão tendo importância central.

Com a posse dos novos senadores em fevereiro de 2027, a relação entre Senado e STF deverá permanecer entre os principais temas do debate político nacional.

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